Caminho da Luz atrai peregrinos em busca de turismo religioso em Minas Gerais

Procissão em direção à Gruta da Pedra Santa, em Minas Gerais

Procissão em direção à Gruta da Pedra Santa, em Minas Gerais

O crescimento do turismo religioso no país e, especialmente, em Minas Gerais, conta com o apoio e a promoção da política de regionalização do turismo estado. Mundialmente conhecido pelas suas igrejas barrocas e pelo patrimônio deixado por figuras como Aleijadinho, Minas Gerais também se destaca pela profunda devoção de sua população. Desde 2001, mais de 30 mil pessoas, entre caminhantes, cavaleiros e ciclistas, já fizeram o Caminho da Luz, na Zona da Mata mineira.

Com percurso total de cerca de 200 km, o Caminho da Luz pode ser feito com um mínimo de oito e um máximo de dez dias e inclui a subida ao Pico da Bandeira que, com seus quase 3.000 metros de altitude, é o ponto mais elevado da Região Sudeste.

A alta temporada é no mês de julho, quando cerca de 1.500 pessoas chegam à região para participar de dois eventos. O primeiro é o Bike Luz, que acontece no primeiro domingo de julho, e o segundo é a Caminhada Coletiva, que acontece no terceiro domingo de julho, próximo ao dia dedicado ao apóstolo Thiago, comemorado pelos católicos e luteranos em 25 de julho.

O ponto alto do caminho é a Missa na Gruta da Pedra Santa, entre as cidades de Tombos e Catuné, quase chegando a esta última. Este ano, cerca de 3.000 pessoas participaram da celebração. A hospedagem é diferenciada em dois dos oito municípios que integram o caminho. Em Catuné e Galiléia, os turistas ficam em casas de família, o que provoca troca de informações e de cultura entre moradores e viajantes.

O caminho

Missa na Gruta da Pedra Santa, em Catuné, MG

Imagem de Santa Missa celebrada na Gruta da Pedra Santa, em Catuné, MG

O Caminho da Luz, o segundo do segmento no Brasil – o primeiro é Passos de Anchieta, no Espírito Santo –, ganhou o Troféu Roteiros do Brasil (2011), promovido pelo Ministério do Turismo. É um reconhecimento do sucesso do Programa de Regionalização do Turismo do Governo de Minas.

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O pico já era destino dos índios Carajás, que habitavam a região e consideravam a Serra do Caparaó uma “Montanha Sagrada”. Ainda hoje, pajés de todo o Brasil realizam rituais no Pico da Bandeira. E foram os antigos povos que deram o nome à montanha de Caparaó, que significa “águas cristalinas que descem das pedreiras”.

O caminho tem sinalização a cada quilômetro e meio e, diariamente, são percorridos pouco mais de 20 km. O percurso tem início na Cachoeira de Tombos, marco zero, passando pela centenária Fazenda Oliveira, pela Gruta Santa e pelo9 município de Catuné.

Logo nos primeiros quilômetros em direção a Pedra Dourada, o peregrino pode conhecer o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Entre Pedra Dourada e a próxima cidade, Faria Lemos, fica a Pedra do Lagarto, onde, segundo a lenda, um índio entoava cânticos à natureza. De Faria Lemos até Carangola, o desafio é vencer a Serra dos Cristais. Entre Carangola e Caiana, a atração fica por conta das belas paisagens na antiga Estrada de Ferro Leopoldina. Para se alcançar a próxima cidade, Galiléia, o caminho passa pela antiga rota dos índios e, finalmente, chega-se ao município de Alto Caparaó, no entorno do Parque Nacional do Caparaó, que, entre outras atrações, abriga o Pico da Bandeira.

 

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