Turismo religioso na JMJ movimentou mais que a Copa das Confederações

Bandeira de Cracóvia, sede da próxima JMJ, durante a edição do Rio de Janeiro

 

Quem diria? De acordo com o Presidente da Embratur, Flávio Dino, um estudo da empresa aponta que o turismo religioso rendeu bem mais para o país do que o evento esportivo internacional  mais badalado de 2013 no Brasil.

O estudo aponta que a  Jornada Mundial da Juventude – JMJ  foi mais rentável para o país do que a Copa das Confederações. O evento religioso, que reuniu católicos de todo o mundo durante cerca de uma semana no Rio de Janeiro, movimentou R$ 1,2 bilhão na economia brasileira.

Flavio Dino, Presidente da Embratur

Flavio Dino, Presidente da Embratur

O investimento total na estrutura para receber o Papa Francisco e os peregrinos foi de cerca de R$ 350 milhões, cerca de 30% do total gerado. Desse total, aproximadamente R$30 milhões foram investidos pelo poder público, principalmente em melhorias na infraestrutura da cidade e no acesso a Guaratiba, onde ficaria o Campus Fidei, que acabou não sendo usado em função da chuva.

A Copa das Confederações, por sua vez, atraiu aproximadamente 250 mil turistas e gerou R$ 740 milhões no período de quinze dias, também segundo o estudo da Embratur.

Ou seja, o investimento em turismo religioso deu muito mais resultado para o país.

Em artigo, o Presidente da Embratur lembra que os recursos gerados por esses eventos são importantes e ativam segmentos de todas as regiões do Brasil, desde a aviação até o comércio informal.

“Além de ganhos imediatos, eventos como a Copa do Mundo e a Jornada Mundial da Juventude trazem vitórias estratégicas para o país. Darão uma visibilidade ao Brasil que demoraríamos décadas para conseguir, trazendo mais eventos e mais turistas, por conseguinte, mais empregos”, destaca Flávio Dino.

É uma pena que tantos governos estaduais e municipais continuem a relegar o turismo religioso a segundo plano, quando não o ignoram simplesmente. Em muitas partes do Brasil, o turismo religioso é o verdadeiro “primo pobre” do setor.

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