Secretaria de Turismo de Aparecida vai combater abusos contra romeiros

Estátua do Romeiro em Aparecida

Detalhe da Estátua do Romeiro em Aparecida

 

Ciente da reclamação de vários turistas durante o mes de julho, a Secretaria de Turismo da Prefeitura de Aparecida anunciou que vai começar nas próximas semanas uma campanha de conscientização para combater a cobrança abusiva de produtos e serviços por alguns comerciantes da cidade. A ação envolverá as secretárias de Indústria e Comércio e Segurança Pública e Trânsito.

Por meio de veículos de comunicação e reclamações por telefone da própria Secretaria, visitantes se queixaram de valores abusivos em refeições e serviços prestados na cidade, informando ainda que se sentiram enganados, sendo atraídos por ‘agenciadores’ que divulgavam o preço de uma refeição econômica, mas depois de almoçarem nos estabelecimentos, eram obrigados a pagar contas de valores elevados.

Abusos

Secretária de Turismo de Aparecida, Regina Amaral

A Secretária de Turismo de Aparecida, Regina Amaral

Indignada, a secretária de Turismo de Aparecida, Regina Amaral declarou: “Nossa intenção é combater a prática de preços abusivos verificada principalmente quando a cidade excede a expectativa de romeiros nos fins de semana. Isso é ilegal, imoral e denigre a imagem de nossa cidade. Somos uma estância turística, nossa economia gira em torno do turismo e se este se sentir lesado falará mal da cidade. Nossa obrigação é atender bem ao visitante, oferecer bons produtos e serviços a preços justos”.

A prática fere o Código de Defesa do Consumidor em seu artigo 36, parágrafo primeiro que diz: “É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.”

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Segundo o setor competente da Prefeitura, existe regularmente uma fiscalização sobre a obrigatoriedade dos bares e restaurantes possuírem cardápios com o preço de cada uma das refeições oferecidas. Isso é um direito do Consumidor, ele precisa saber quanto vai pagar pela comida, pela bebida e se existe taxa de serviço.

A ação

A ação ocorrerá em duas frentes: ativa e educativa. A Prefeitura irá intensificar o trabalho de fiscalização, tendo como foco o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. Além disso, junto à Procuradoria Jurídica será verificado se existe necessidade de regulamentar com legislação própria alguns serviços na cidade.

Queremos que o turista saiba quanto vai pagar pelo café, pelo almoço, pelo táxi, por qualquer serviço que vá utilizar ou produto que vá comprar. Não podemos controlar quanto cada comerciante cobra, mas o visitante precisa saber o que vai pagar antes de consumir, de maneira clara, para não ser pego de surpresa”, disse Regina Amaral.

A parte educativa da campanha visará conscientizar o turista sobre que atitude tomar para evitar ser lesado e o que fazer caso isso ocorra. Alguns cuidados podem ser tomados por parte do visitante, tais como sempre pedir o cardápio com o preço, perguntar quanto será a corrida antes de entrar no táxi e evitar o uso de transporte clandestino. Além disso, quando se sentir lesado, o turista deve procurar os órgãos competentes, como o PROCON ou a polícia.

Poucas pessoas sabem, mas elas podem registrar a reclamação em sua cidade de origem, principalmente porque no caso do PROCON, que é um órgão estadual. O que desejamos informar aos turistas que é importante a denúncia, pois através dela as medidas cabíveis podem ser tomadas”, concluiu Regina.

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As informações sobre os como proceder nesse caso serão divulgadas por meio de faixas, serviço de som, cartazes e apoio dos veículos de comunicação.

 

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8 comentários para "Secretaria de Turismo de Aparecida vai combater abusos contra romeiros"

  1. Tatiane Teitge  29/09/2016 at 10:46

    No dia 14 de setembro de 2016, eu e meus familiares, resolvemos almoçar em algum restaurante ali na rua onde fica a antiga Igreja de Aparecida. Pois pensamos que os restantes que ficam no pátio do santuário seria muito caro. De cara fomos abordados por um cidadão que ficou irritad quando não quisemos almoçar no local. Não entramos pq ele foi insiste e agressivo e o local tinha um corredor longo e escuro, ele até falou: pode entrar que é limpinho, falei não viemos para comer e sim comprar, ele ficou bem bravo. Nos livramos delee e tivemos a infelicidade de cair nas mãos de outro, que pelo mesmo tipo de abordagem devem ser uma máfia. Resumindo, nos cinco fomos comer na Churrascaria Italia que deve ser do mesmo dono da Churrascaria Santo Expedito. Ao entrar já imaginava que era igual ao outro, pois também tinha um corredor macabro e sujo, não havia cliente algum, mas achei que fosse por causa do horário já eram 14:05 e nós as vítimas do momento, ocupamos uma mesa sem higiene, pedi para a moça limpar, aí ela me olhou com cara feira e limpou daquele jeito né, mas como a fome falou mais alto decidimos comer, a moça nos informou que havia uma promoção e que nos seria servida duas refeições que daria para 5 pessoas comer nos valores de R$ 59,00 cada. Depois de quase 1 hora, (a comida veio as 14:58).Veio uma comida ruim, Feijão parecia vomitado, carnes ruins, queimada, e com gosto de sangue, salada horrivel, lombo de porco tão duro que estava impossivel de se comer, minha mãe não comeu com medo de quebrar a prótese dentária, arroz requentado, batatinha frita queimada e encharcada de gordura, com gosto de velha, enfim, o que salvou foram os refrigentes de garrafinha. O preço no cardapio já era exorbitante, mas quando nos foi apresentada a conta, além de ter que pagar por uma comida péssima, sem quallidade alguma, uma refeição que não valeria nem R$ 5,00 , aqui em Curitiba temos restaurantes considerados ruins por 5,99, e olha da de 10 nos restaurantes dessa máfia, tivemos que pagar R$ 246,00 pela lavagem que nem conseguimos comer. salada mal lavada, (R$19,90) que estaria incluida na promoção, taxa exorbitante de serviços de garçon ( que não tinha), e que eu me neguei a pagar, até achei que iria apanhar da moça que nos atendia, pq ela falou: Sim, vc vai pagar os 10% pq está no cardápio, eu falei não vou pagar pq no cardápio, está entre parenteses opcional e a minha opção é não pagar. Ela ficou muito irritada, acho que não nos agrediu pq meu marido estava ao meu lado. E Fazer o que nessa situação? Tivemos que pagar pelo péssimo serviço prestado. Fica aqui minha reclamação, minha madrinha que estava conosco fez uma reclamação também queremos divulgar em todas as redes sociais para que mais fiéis não caiam neste golpe, e que podem fazer tudo dentro do pátio do santuário, pois há lojas com preços ótimos e na praça de alimentação é muito mais barato, organizado e limpo.

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    • Amadeu Castanho  29/09/2016 at 11:16

      Olá, Tatiane.

      Muito obrigado pelo seu testemunho e por ler a Viagens de Fé.

      É lamentável que coisas como as que você relata continuem a acontecer.

      Infelizmente, são poucas as pessoas que reclamam publicamente e ainda menos as que tomam providências formalizando denúncias junto ao Procon ou à Polícia.

      Da nossa parte, o que podemos fazer é divulgar o relato dos nossos leitores e encaminhar essas reclamações à Secretaria de Turismo de Aparecida e à CNTur.

      Se possível, esses relatos devem incluir o máximo de detalhes possível, como nome do estabelecimento, dia em que o problema aconteceu e nome das pessoas que encaminharam o leitor ao restaurante, de quem o serviu e de quem o atendeu no caixa.

      É interessante sempre exigir nota fiscal (cuja emissão é obrigatória), se possível com a indicação do CPF do cliente (a chamada Nota Fiscal Paulista).

      Vale lembrar que nem todos os restaurantes de Aparecida abusam dos clientes.

      Do mesmo modo, a percepção de que a alimentação do Centro de Apoio ao Romeiro é cara não é verdadeira. Existem restaurantes lá que oferecem refeições tipo buffet com comida de qualidade e a preços bastante acessíveis.

      Deus a abençoe,

      Amadeu

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  2. R. Telma de Oliveira  16/09/2016 at 14:20

    No dia 14 de setembro de 2016, eu e meus quatro parentes, resolvemos almoçar em algum restaurante ali na rua onde fica a antiga Igreja de Aparecida. De cara fomos abordados por um cidadão que praticamente se revoltou quando não quisemos almoçar no local por ele oferecido. Nosso temor em adentrar em tal estabelecimento foi pela maneira agressiva com que tentou nos convencer a aceitar seus serviços gastronômicos. Nos livramos desse e tivemos a infelicidade de cair nas mãos de outro, que pelo mesmo tipo de abordagem devem ser uma máfia. Resumindo, nos cinco fomos comer na Churrascaria Italia que deve ser do mesmo dono da Churrascaria Santo Expedito. Ao entrar na referida churrascaria, não havia cliente algum, e nós as vítimas do momento, ocupamos uma mesa sem higiene, mas como a fome falou mais alto decidimos comer ali mesmo. Agora começo a relatar o golpe: veio uma moça nos atender, explicou que naquele dia como promoção da casa, nos seria servida duas refeições para quatro pessoas nos valores de R$ 59,00 cada, que atenderiam perfeitamente as cinco pessoas. Depois de quase 1 hora de espera, a primeira surpresa: uma comida ruim, carnes ruins, salada horrivel, lombo de porco impossivel de se comer, arroz que vai e volta das mesas umas 20 vezes, batatinha frita incomível, enfim, o que salvou foram os refrigentes (coca-cola) porque não eram de produção própria. Segunda surpresa: O preço no cardapio já era exorbitante, mas quando nos foi apresentada a conta, além de ter que pagar por uma comida péssima, sem quallidade alguma, uma refeição que não valeria nem R$ 50,00 , tivemos que pagar R$ 250,00 pela lavagem que nem conseguimos comer. E foi cobrado refeição para 5 pessoas, salada mal lavada, que estaria incluida na promoção, taxa exorbitante de serviços de garçon ( que não tinha), foi cobrada a caixinha do abordante na rua, e cobraram até nossa saida. E Fazer o que nessa situação? Tivemos que pagar pelo mau, péssimo serviço prestado. Fica aqui uma reclamação e também uma sugestão. A cidade de Aparecida tem uma energia muito boa, frequentada por por pessoas de todas as classes sociais. Me pergunto, se eu e meus familiares que não somos assim tão inexperientes caímos no golpe desses crápulas que pululam em torno da Santa, como ficam aqueles mais humildes as mãos de comerciantes tão inescrupulosos.Cabe a essa Secretaria de Turismo fiscalizar essa mafia para que a cidade de Aparecida não perca sua aura por estar tão mal servida de comerciantes idôneos que só procuram lesar os que vão até lá de boa fé.

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    • Amadeu Castanho  16/09/2016 at 14:43

      Olá, Telma.

      Obrigado pelo seu comentário e por ler a Viagens de Fé.

      Parabéns pela sua atitude, denunciando os abusos que a sua família teve de enfrentar!

      Se relatos como os seu e de outros leitores não fizerem as autoridades responsáveis tomarem providências, ao menos servirão para que outros consumidores não passem pela mesma situação.

      Ouvi há pouco tempo de uma pessoa da cidade que esse tipo de denúncia prejudica Aparecida.

      Respondi na hora e volto a repetir aqui: o que prejudica uma cidade é encobrir esquemas como esse!

      Tão prejudicial quanto explorar e abusar do consumidor é tentar fazer de conta que esse problema não existe e – pior – deixar de agir para isso não se repita.

      Além de ser humano que deve ser respeitado, o romeiro também é consumidor. E aí tem direitos, garantidos por lei.

      Espero que a atitude de alguns maus comerciantes não afaste você e a sua família de Aparecida.

      Deus a abençoe,

      Amadeu

      Importante: Assim como este espaço está aberto para os nossos leitores, ele também está aberto para manifestações dos estabelecimentos citados, as entidades que os representam, e autoridades locais.

      Responder
  3. aparecido roberto caetano  14/09/2016 at 10:10

    Queira por favor verificar esses restaurantes próximos à igreja velha, pois eles estão fazendo o que querem enganando os idosos. O atendimento é muito ruim, a refeição péssima, cara, sem higiene nenhuma. Falam um valor no final da passarela, quando chega lá querem enrolar as pessoas. Alguém tem que fazer alguma coisa, é um absurdo!

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    • Amadeu Castanho  14/09/2016 at 11:24

      Olá, Aparecido.

      Obrigado pelo comentário e por ler a Viagens de Fé.

      Infelizmente, reclamações desse tipo se repetem há décadas e não se limitam aos idosos, atingindo todo tipo de visitante,

      Como a própria matéria informa, esses abusos já são do conhecimento da Prefeitura local.

      Imagino que também sejam do conhecimento da Vigilância Sanitária e outros órgãos de defesa do consumidor.

      Segundo o seu relato, o problema se divide em dois: o agenciador e o restaurante.

      O local onde os agenciadores costumam abordar os romeiros, no final da passarela, é conhecido, o que teoricamente ajudaria a coibir abusos.

      Os restaurantes também têm uma localização específica e aí cabe às autoridades competentes fazer cumprir a legislação na exibição dos preços cobrados e cardápios na entrada e a legislação relativa à higiene e manuseio dos alimentos.

      Quanto ao mau serviço, não existe muito o que ser feito, exceto levantar e ir embora, além de jamais voltar ao estabelecimento e divulgar o tratamento recebido para amigos, conhecidos, redes sociais, etc.

      Resta a quem se sentir lesado fazer uma denúncia formal através do posto da Polícia Militar mais próximo ou na Delegacia de Polícia, informando o nome do estabelecimento, apresentando a nota fiscal que é de emissão obrigatória (recibos não valem!) e apontando a pessoa que fez a oferta da refeição pelo preço errado.

      Uma denúncia formal ao PROCON também pode ajudar: em Aparecida, ele fica na R. Professor José Borges Ribeiro, 167 e atende das 9h00 às 18h00. Os telefones são (12)
      3104-4000 e 3104-4023.

      Caso as autoridades locais e as entidades que representam restaurantes desejem se manifestar, este espaço está aberto.

      Deus o abençoe,

      Amadeu

      Responder
  4. Carlos Bonfim de Almeida Triunfo  03/08/2014 at 08:35

    Prezado Sr Redator,

    Bom Dia

    Fui vitima no periodo entre 17 à 20.07.2014 quando almoçando em um restaurante ao lado da Basílica Matriz onde propagava o valor de R$14.00 no sistema self serviçe, porém as bebidas como refrigerantes no valor de R$6.00 reais em garrafa com 290ml.

    Está um absurdo os preços cobrados por alguns comerciantes da cidade e até do CAR (Centro de Atendimento aos Romeiros).

    Grato pela publicação,

    Carlos Triunfo

    Responder
    • Amadeu Castanho  03/08/2014 at 13:06

      Olá, Carlos.

      Obrigado pelo seu comentário e por ler a Viagens de Fé.

      Seu testemunho e a ação da Secretária de Turismo de Aparecida mostram que, infelizmente, há empresários que continuam abusando dos fiéis que visitam destinos religiosos como Aparecida.

      A prática de oferecer refeições self-service ou rodízio por preço fixo, cobrando acima da média do mercado pelas bebidas e sobremesas, é uma prática disseminada pelo país, mas cobrar R$6,00 por um refrigerante em garrafa de 290ml. quando o cobrado pela refeição inteira é R$14,00 já é demais.

      Infelizmente, há comerciantes que se aproveitam do fato de a maioria absoluta dos fiéis não morarem na cidade e não terem tempo, condições ou informações para formalizarem reclamações para cometer abusos.

      O seu caso é um entre muitos, inclusive mais graves, envolvendo hotéis, restaurantes, lojas, bares e motoristas de táxi.

      O que esses comerciantes esquecem é que os fiéis e romeiros costumam voltar e que viajam em grupo, então a avaliação negativa vai se espalhar e um número maior de consumidores vai passar a evitar o estabelecimento.

      Se esquecem também de que o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente de seus direitos. Não só está deixando de consumir onde se sente mal tratado ou enganado como ainda está formalizando reclamações junto aos postos das Secretarias de Turismo, PROCONs e até Delegacias de Polícia.

      Felizmente, também há muitos comerciantes sérios e que respeitam o consumidor, mesmo sabendo que ele só está na cidade rapidamente, e as autoridades de alguns destinos de turismo religioso (como é o caso de Aparecida) estão se conscientizando de que respeitar os direitos dos turistas é importante para que ele retorne.

      Abraços e que Deus o abençoe.

      Amadeu

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